. nunca daria para Che Guevara ou para Jesus Cristo: ter a minha foto estampada em tudo o que é suporte não apenas me irritaria como, de certeza, me traria grandes crises existenciais que nem o dinheiro recolhido pelos direitos de imagem conseguiriam resolver.
foi um pouco nesse sentido que decidi, num daqueles repentes que dão mais a uns que a outros, substituir a minha foto do perfil do twitter, msn e gtalk pela foto desta ovelha. é pacata, é pacífica, é pastante. e traduz, nesta fase específica, o estado de espírito que se instalou entre as tropas e que teima em não desaparecer. mais ainda, é parente da Choné, ovelha protagonista de uns pseudo-infantis desenhos animados que nos deixam, na melhor das hipóteses, com um sorriso digno de quem assiste – e entende – um episódio da Liga de Cavalheiros.
ser ovelha dá sempre jeito, principalmente no inverno: a lã continua a ser a fibra de aquecimento por excelência e, desde que não nos lavem em água quente, o casaco serve sempre.
ser ovelha pelo menos uma vez na vida permite-nos ir com o rebanho, não fazer ondas, comer e dormir e, caso nos chateiem demais, sempre podemos responder “mééééééé….” e desejar que o nosso ouvinte seja suficientemente inteligente para completar o resto.
por isso, nos próximos tempo, sou ovelha. porque dá jeito, porque é quentinho, porque sim. e porque um dia – já lá diz o Mateus na bíblia – os mansos (aka as ovelhas) dominarão a terra.