. o facto de ter crescido com dois irmãos mais novos mas mais fortes teve profundas consequências na forma como, hoje, me comporto no dia-a-dia. cheguei a essa conclusão há pouco quando, antes de publicar um comentário a um post, andei à procura de alguém (é sábado, está tudo offline) que validasse e autorizasse a minha mensagem.
não por insegurança relativamente ao conteúdo (era uma opinião, por isso tão válida quanto qualquer outra) ou à forma (tive o cuidado de utilizar maiúsculas), mas por receio de estar a mexer em algo que não era meu. por receio de estar a entrar em território alheio, por receio de querer “brincar” com os mais fortes. e de vir a apanhar por causa disso 😛
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adoro os meus irmãos. na dedicatória da minha dissertação de mestrado, agradeço-lhes dizendo “obrigado por me terem ensinado a crescer”. e ensinaram. à força de porrada, mas ensinaram 🙂
deve ser por isso que, hoje, ouço mais do que falo. leio mais do que escrevo. assisto mais do que participo. devo ter criado algum mecanismo de defesa contra potenciais reacções adversas, ou coisa que o valha.
é, sou uma pessoa marcada por uma infância traumática. agora só me falta entrar num concurso estranho e depois já posso escrever um livro 🙂
