hoje

. Hoje é quinta, dia 6. Chove, está frio, e eu estou cansada.
Sinto falta do meu amigo, de conversar com ele aos sábados de manhã.

Sinto falta da sua orientação dada sem que fosse pedida (e que eu tantas vezes, e bem, não aceitava), da forma como me dizia que “se fosse eu…”.

Sinto muito a falta dele. Acredito na vida para além da morte – ainda que de uma forma ligeiramente diferente daquela que me ensinaram em pequena – e por isso creio que, de uma forma ou de outra, ele continua.

Mas o que eu sinto falta é dele. Dele como era, dele. Não daquilo em que se terá tornado, não daquilo que poderá ser agora. Sinto falta dele, como ele era, mandão, um bocadinho espaçoso, sempre com algo para dizer.

Hoje é quinta, dia 6.
E eu estou triste.