bem aventurados os mansos

Sou pelo bem comum.
Pelo dar um passo atrás para que todos possam dar um passo em frente.
Sou pelo ‘se faz favor’, pelo ‘com licença’ e pelo ‘obrigado’.
Num mundo que se atropela, que grita, que vive ao segundo, que reage e que partilha, sou pelo silêncio.
Num universo em fast-forward, sou pelo pause.

[borbulho . agito-me . fervo . inspiro . acalmo . prossigo]

Gelo fino protegendo o mundo da corrente da água, a mansidão faz-se em camadas.
Ao longo do tempo. Ao longo da vida.
É uma maratona, não um sprint.
É uma opção de vida, não uma fraqueza. É caráter, não ausência dele.

Bem Aventurados os mansos, porque um dia herdarão a terra.
É que até lá, os outros – os agitados, os sôfregos, os belicosos…
… já terão perecido todos.


[“Bem aventurados os mansos” é um grito (manso) contra os sinais exteriores de vontade. Contra o imperativo do barulho, do ruído, da proactividade estridente. É um manifesto, uma entrada no “press-pause”. “Bem aventurados os mansos” foi publicado originalmente na ©Obvious em Dezembro de 2012. Cinco anos depois… continuo fã do pause… 😉 ]


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