
Fosse este um ano normal, e estaríamos agora a caminho de Párris Frránce, a caminho da Eurodisney. Iríamos ver a Torre Eiffel e conhecer a cidade da Lady Bug e do Gato Noir, iríamos ao castelo das princesas, eu iria tentar superar o meu medo de pessoas mascaradas e seria um aniversário diferente, marcante.
Afinal, não é todo o ano que se faz quarenta e cinco!
Mas – because of Covid – as coisas tiveram de seguir outro rumo, os planos tiveram de ser desplaneados, e Paris de France ficará para outra altura.
Hoje, tive direito a pequeno-almoço na cama. Depois, uma peça de teatro. Depois e durante todo o dia, abraços e mimos.
Telefonema do meu ti Firmino, que nunca se esquece de ligar
.
Telefonema dos meus sobrinhos.
Telefonema da Anabela.
Telefonema da Tia Antónia. Mensagens, muitas.
Tive os meus pais e a minha sogra connosco. Comemos sardinhas, entrecosto e batatas fritas. O espaço é grande, é muito, montámos três mesas e quase pareceu um casamento com lugares marcados.
Fiz um bolo que não cresceu, mas não importa.
Não tinha uma vela com o número “cinco”, mas não importa.
Comprei um vestido que chegou a tempo, para usar algo novo neste dia, e que vou ter de devolver porque assenta que nem uma bata, mas não importa.
Hoje é o 90º dia desde aquele primeiro, e eu faço 45 anos.
Tive os meus pais comigo. Tive a minha sogra comigo. Estive com os meus sobrinhos pequenos. Estou com o meu marido, o amor da minha vida. Estou com as minhas meninas, as luzes dos meus dias. Estamos todos. Estamos todos bem.
Está a ser um dia bom ![]()
Que este seja um ano bom ![]()
(obrigada a todos, todos, todos. terem pensado em mim, darem um pouco do vosso tempo para me desejar felicidades é bom, é coisa boa que aquece o coração. obrigada, mesmo
).