Dia 1

. Não nego que estamos assustados.
Desde a indicação de “fecho” da UA, ontem, que o grau de alerta aumentou.
Não queremos entrar em pânico, mas se a minha entidade patronal me diz que devemos /podemos ficar em casa, sou coerente e elas ficam também.

Não foi um dia muito produtivo.
Não é fácil trabalhar com crianças em casa: a solução seria aliená-las com os telefones, mas não pode ser assim durante todo o dia.
Fui acompanhando as notícias, ouvindo online, e continuo preocupada por, quando tudo ou quase tudo está a parar – por uma questão de prevenção, de consciência – as escolas se manterem abertas.
Não há condições para ter as crianças em casa porque não temos condições, em termos de estrutura, para nós (pais) ficarmos em casa.
Eu posso.
Na minha família há quem não possa.

Amanhã a Mariana tem teste.
Está a estudar, eu olho para ela e questiono-me se estarei a ser paranóica, se estou a exagerar, se daqui a uma semana me vou arrepender de não ter tido a calma que tanto gosto de dizer que tenho.

Vejo o noticiário das 19, e na conferência de imprensa os intervenientes já não falam normalmente, passam a ler os papéis que trazem consigo.

Eu posso ficar em casa.
E quem não pode?

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