Dia 56+5


Segunda-feira. Recomeço de telescola, recomeço de trabalhos de casa, recomeço de almoços a horas certas, de Zoom e de Teams.
O dia começou cedo. Continuo a acordar às sete, ainda que já não haja projetos para submeter e não seja (tão) preciso aproveitar as horas que antecedem a hora em que elas acordam. Continuo a tomar o pequeno-almoço sentada no chão da sala (nestes dias perdi o hábito do sofá), e a confirmar que ainda consigo chegar com os dedos para além da ponta dos pés. Antes das oito e meia, vou ao quarto acordar quem ainda dorme.

Às nove começa a telescola, começa o dia de paciência. A atenção ao que se expõe já é maior, mas ainda assim é preciso picar ponto, estar lá, não deixar dispersar.
A Mariana, com aulas à tarde, senta-se na secretária e faz os trabalhos do dia. O plano da semana, afixado na parede do lado, diz-lhe o que tem para fazer e ela segue-o, faz as contas, conta as letras, escreve os números. Guarda as perguntas para o fim, em vez de as fazer a cada minuto, e eu confirmo que na escola (como em casa) os estão a preparar para a autonomia. E isso é bom.
A Magui, seis-anos-quase-sete, sol e chuva no mesmo dia, pede colo. Que o colo da mãe ajuda a fazer os trabalhos, que o colo da mãe é a melhor cadeira do mundo. Desde a semana passada que o colo é em maior quantidade, a mãe já não tem de trabalhar à noite, e pequenos tiques que surgiram com a mudança começam lenta mas firmemente a passar. Pede colo, eu dou colo. Marcamos o tempo (a mãe tem de trabalhar), e eu fecho os olhos por dois minutos enquanto ela escreve os números de 10 em 10, até chegar ao 100.
Às oito e meia da noite, quase 12 horas depois do início do dia, os trabalhos de casa – feitos com 1300 intervalos à mistura – estão feitos.
Por hoje terminámos. Amanhã, por volta das nove, (re)começamos outra vez.

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