Dia 56+29


Hoje foi um dia diferente. Durante pouco mais de 45 minutos, conversei um pouco sobre anúncios no Facebook, sobre cuidados a ter no desenho e divulgação de ideias, produtos, empresas.
Não sou especialista na área, não tenho pretensão de o ser, mas os anos em que lidei com este tema – primeiro investigando, depois implementando – permitem-me, pelo menos, ter uma opinião sustentada sobre o tema.Foi bom, pelo menos para mim 😃
Revisitei mentalmente locais antigos, molhei os pés nas águas do copy, da imagem, da segmentação, dos indicadores, métricas e resultados. E, por minutos, voltei a sentir o bichinho que é criar conteúdos para outros, conteúdos para serem vistos, partilhados. Voltei a sentir aquela agitação de experimentar públicos, trabalhar o detalhe de uma imagem, ver as coisas a encaixarem uma na outra e na outra e na outra até todo o produto (neste caso a comunicação) fazer sentido.

Claro que em tudo ou quase tudo há um reverso: na medalha das redes sociais, o lado menos bonito é tomarmos consciência que somos conduzidos, que há masterminds a planear isto tudo, que quase nada acontece por acaso e que se “por acaso” nos encontramos com algo que nem sabíamos que andávamos à procura, isso não é serendipity mas sim o resultado de uma estratégia de comunicação muito bem afinada, muito bem testada, muito bem planeada e implementada.

Nos dias de hoje, esta noção – que somos linhas numa base de dados, que pertencemos a segmentos e categorias com preferências e comportamentos previsíveis – assume um papel ainda mais importante. Estamos expostos a comunicação online muito bem feita, muito bem desenhada. O conhecimento sobre “o algoritmo” (essa entidade…), sobre o que impele a comentar, a partilhar, qual o discurso mais viral, faz parte dos manuais de figuras que vemos todos os dias nas TVs, nos jornais, na Internet.Nos dias de hoje, mais do que nunca, esta noção de que temos de ser cada vez mais críticos e mais conscientes na forma como publicamos, reagimos, partilhamos e interagimos na rede é algo que deve ser falado, discutido, analisado.
A rede e as redes fazem parte da nossa vida há décadas, e fazem parte da vida dos nossos filhos desde que nasceram. Não há como fugir dela, não é preciso fugir dela, não faz sentido fugir dela.O que é preciso – isso sim – é aprender a usá-la de forma crítica.

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