
Ontem fomos almoçar a casa dos meus pais. Comida da mãe, comida boa, café bebido no jardim e tarde passada a conversar sobre tudo e coisa nenhuma.
Soube bem, sabe sempre bem, sabe ainda “mais bem”.
Aos poucos, com máscaras e distâncias, vamos reconquistando território que já não pisávamos há muito, espaço que ainda é nosso mas que já quase não reconhece os nossos pés.
Hoje, segunda, final de dia.
Trabalhos todos feitos, dia de amanhã preparado.
Jantadas, falta arrumar a cozinha e ver desenhos animados antes de ir dormir.
Foi um dia dentro de casa, dentro do computador, tanto para mim como para elas. Aulas, ATL, zoom.
Adaptam-se como sempre se adaptaram, sabem que há tempo para tudo.
Amanhã é terça, véspera de quarta, véspera do dia em que a mãe faz anos
. Mariana tem a prenda pronta, Magui diz que ainda a vai fazer.
Lá fora ainda há luz, o sol ainda se mostra.
E eu venho aqui numa fugida, dizer(-me) o que se passou hoje, deixar o registo escrito daquilo que, para mim, tem feito o passar dos dias.