Arrebata-me o coração todos os dias. Leva-me a respirar fundo quase outros tantos. É doçura e força, riso solto e lágrima fácil. É música, dança, movimento, é maquilhagens e fitas ou pijama todo o dia.
A Margarida é uma explosão de luz, um calor forte que invade o peito. É o meu anjo loiro, amor da minha vida, bebé pequenino que ainda se enrosca no meu braço para dormir.
Há sete anos, nascia a que até então era para mim a irmã da Mariana. No segundo em que ma colocaram ao colo, chorei de felicidade e soube que este amor imenso, este amor gigante, vinha para ficar. Que não ia precisar de conquistar espaço, porque o espaço já era dela por direito.
O meu amor pequenino faz hoje sete anos. Houve bolo, houve festa, há folhados de salsicha e batatas-fritas de pacote. Sente falta dos amigos e da família, mas – com o seu jeito de “se tem de ser, que seja” – adapta-se à nova realidade como se sempre tivesse sido assim.
E esta maneira de ser, tão própria e tão autêntica, sem manias nem disfarces, ensina-me que a vida é como é, com altos e baixos, com momentos que planeamos e outros que não controlamos e que nos tiram o chão.
Há sete anos, a Magui chegou.
E a nossa vida nunca mais foi a mesma ![]()
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