Dia 56+15


Ganhei o hábito de, todos os dias, tirar uma fotografia. Não a mim, nem sempre a elas, mas todos os dias procuro registar uma imagem, um momento, um detalhe que fez este dia (ainda mais) único.
Esta manhã, depois do pequeno-almoço e da telescola e antes de começarem a trabalhar a sério, abri a porta e deixei o Mimos entrar.
E a alegria delas ao vê-lo dentro de casa, o espanto ao perceberem que eu tinha deixado, foi ainda maior do que aquele que eu esperava.
O Mimos anda lá fora porque lá fora tem mais espaço que dentro de casa. Tem uma caminha, tem comida e água fresca, tem coleira mas não tem trela. Acorda quando quer, corre, trata dos seus serviços; dorme na varanda-alpendre, quando a tijoleira está quente do sol; corre para o muro, a ladrar a cachorros maiores que ele; vai chatear a Riscas (a nossa gata velhota, que nunca pensou na terceira idade ter de aturar um cachorro sem noção); volta a beber água, a roer o tapete, a arrancar a roupa do estendal, e volta a dormir.
Fiz-lhes perceber isso, quando há dois meses insistiram para ele continuar “cá dentro”. E ainda que sintamos a falta daquele focinho pousado no nosso colo, o Mimos fica lá fora.

Hoje, porque as regras são para se contornar de vez em quando, o Mimos voltou à nossa sala. Não roeu nada, não mordeu nada. Saltou para o colo delas, deu-lhes imensas lambidelas 😛, e depois enroscou-se e adormeceu.
E elas ficaram ali, enroscadas nele, sem fazer barulho… como os pais fazem quando têm filhos pequenos.

Hoje não aconteceu nada digno de registo. Pelo menos há pouco, quando pensei “pronto, hoje não escrevo nada e fecho este ciclo”, pensava que não.
Por isso fui ver as fotos; ver o que eu tinha, hoje, achado digno de registar.
Duas filhas e um cão 🙂

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