. já sentia a falta de escutar música. de me deixar embrulhar nos sons, de sentir o ritmo percorrer a pele e misturar-se com o pulsar do sangue. em casa não é possível, uma vez que todos os meus sentidos estão ajustados à Mariana (é engraçado como, no meio do som da TV, dos monólogos “com” o GT e do som do ventilador, consigo ouvir os murmúrios ou gemidos da pequenina, duas divisões ao lado. a ligação wireless é mesmo boa 🙂 )
sabe bem ouvir música, senti-la crescer. ouvir de novo, perceber outro ritmo, uma nova base, é um exercício que me dá prazer e enche os sentidos. fechar os olhos por segundos. fingir que não existe mais nada. ou, quando se proporciona, encostar a mão às colunas e deixar que as vibrações dos graves percorram os dedos, braços e ombros, e se espalhem naquele espaço entre o pescoço e o crânio onde os sons fazem a festa.
esta é uma música que me faz sentir pequenina. insignificante perante a grandeza do som.
hoje está a ser um dia bom 🙂
