Dia 23

. Acordar durante a noite e ver se as meninas estão bem tapadas. Acordar de manhã bem cedo e sair do quarto sem fazer barulho.

A playlist do Spotify mudou, o Lo-Fi beats cedeu lugar a Happy Folk. Há uma necessidade de movimento, de mudança, de algo que se agite nestes dias em que o tempo parece não se mover.

Contabilizo o trabalho feito e vejo que esta semana avancei mais do que nas outras.
São as férias. Os dias sem trabalhos, as rotinas levadas ao mínimo, as horas que se estendem, o relaxar dos dias mais quentes.
A casa está o caos: é o preço a pagar pela produtividade.
Há brinquedos e bolas e restos de tecidos pelo chão, as mesas cobrem-se de lápis por afiar, há mantas por todo o lado e só a minha mesa permanece organizada.
Relaxei, elas relaxaram. Era preciso.
São as férias – iguais aos outros dias, com três em casa e um fora, sem escola e sem família alargada… mas com esta diferença, este folgar das rédeas, este “deixa estar” que nestes dias representa um tempo que se quer diferente.

Amanhã é sábado, e arrumamos.
Por hoje, arranjamos um espaço no sofá – nem que seja expulsando a última almofada que ainda lá permanece – e regressamos às sextas feiras, quando os tempos eram normais.


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