. Hoje acordei mas não saí logo da cama.
Não me levantei mais cedo.
Não me sosseguei um pouco no sofá, naqueles minutos que são tão importantes para mim.
Hoje não me sentei a trabalhar.
Não escrevi um parágrafo.
Não fiz uma video-chamada, não participei num Teams.
Hoje não dei almoços à pressa,
não voltei às duas da tarde, não trabalhei até serem seis.
Hoje, mais do que os outros dias, o dia é dela.
Deste amor grande que demorou a chegar,
e que quando chegou me arrebatou a alma e me mudou a vida.
Deste amor que me fez crescer.
Que me fez inteira.
Que me fez sentir uma felicidade que nunca pensei ser possível sentir.
Deste amor que ainda se enrosca em mim, que ainda procura um espacinho nos meus braços, e que – quando eu digo “daqui a uns tempos já não te consigo levar ao colo” – me diz “quando não conseguires levar-me ao colo, levas-me pela mão”.
Dez anos de Mariana.
Amo-te imenso, meu amor.
