Dia 34

. O dia em que voltei a acordar cedo, a beber café, a sentar uns minutos no sofá.
O dia em que voltei a esticar o corpo antes de começar a trabalhar.
O dia em que as acordei de novo com a canção do Bom Dia, e as levei para a sala ao colo e pela mão.

O dia em que o tempo passou num ápice, sem que nada de relevante se tivesse feito.
Ou o dia que parecia esticar-se infinitamente, em que falei e ouvi e escrevi,
e expliquei e dei almoço e voltei, e desliguei câmara para dar abraço e voltei a ligar para dar feedback.

O dia em que se reclamou porque se queria fazer uma pausa,
e quando era a hora da pausa se insistiu em trabalhar.
O dia em que se disse “as saudades que eu tinha da sopa da avó”,
enquanto se comia deliciada a sopa que a avó deixou no muro.

O dia em que só houve duas birras pequenas,
o dia em que se brincou um pouco menos,
o dia em que o jantar se serve mais tarde
para que se aproveite o sol que ainda está lá fora.

Não estamos a construir a escola do futuro, estamos a construir a escola possível, dentro do que é possível. Aquela que se alicerça realmente nos professores e nos pais.

Este foi o primeiro dia de um modelo diferente.
Amanhã há mais 😛


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