Ontem saímos de casa, para levarmos o Mimos à vacina. Esta foto, tirada à porta da veterinária, é para mim o sinal que as coisas vão ser diferentes, mas ainda assim vão ser. Que a seguir a um dia virá outro. Que cada dia merece ser vivido de coração aberto, que em cada dia há algo que valha a pena celebrar.
Do medo de ontem, de sair, já pouco resta. Ficou (e vai ficar mais 14 dias) a simultaneidade de sentimentos, o “que bom que é estar em casa dos meus pais” e o “ainda é cedo, ainda é cedo. que não te arrependas do passo dado”.
Mas vive-se. Um dia de cada vez, com os pesos que cada dia nos traz.
Esta semana voltei a fazer compras online ![]()
Prenda para a mana (que faz muitos anos no domingo
), prendas para mim: linhas de bordar, papel para pintar aguarela. Há gostos e hábitos antigos que querem sair do escuro, da gaveta do “já não tenho tempo nem idade”. E como agora tenho óculos de pessoa madura, daqueles que dão para ver ao perto e ao longe ao mesmo tempo, só mesmo a ausência de matéria-prima me tem impedido de voltar a tentar.
Também voltei a tentar, pela terceira vez, fazer massa-mãe. Eu, que nunca fiz um pão na vida, que massa de pizza compro no Lidl porque é fofa e tem o tamanho do tabuleiro, percebi que preciso MESMO de fermento de padeiro… logo agora, quando não o há.
E por isso, pela terceira vez, tenho farinha e água numa taça de vidro, à espera. Se correr bem, daqui a uns quantos dias terei fermento de padeiro. Se correr mal… faz-se de novo.
Hoje a Magui assistiu à telescola, fez a ginástica, e tem quase todos os trabalhos feitos.
Amanhã há música, de manhã para a Mariana e à tarde para as duas, e pelo menos para já as coisas estão orientadas. Falta a cópia (a malfadada cópia), que está a ser feita à média de uma frase por cada três horas. Domingo às 16 deve ficar pronta. Ou talvez um pouco mais tarde…
O Gonçalo foi às compras (é sempre ele que vai), e temos bolachas e batatas fritas na despensa. Esta semana trouxeram-me os frescos a casa, morangos e maçãs, nectarinas e caldo verde, e do que há e é preciso não falta nada. Amanhã é dia de adiantar a semana, de fazer sopa numa panela maior e de preparar as coisas para os próximos dias.
É incrível, e estranho… nestes dias tão diferentes, em que estar em casa é sinal que algo mudou, limpar e arrumar e preparar a semana que começa daqui a dias traz consigo a estabilidade e as rotinas familiares, e recupera a tranquilidade dos tempos que ficaram para trás.